Mostrando postagens com marcador gazeta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gazeta. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de maio de 2009

DANDO CONSELHOS NA VIDA DOS OUTROS...



Você é inseguro? Conheço muitas pessoas que não dão um passo, não tomam uma decisão (por mais simples que seja) sem pedir opiniões às outras pessoas... Sem contar aquelas que sempre pedem opiniões e acabem escolhendo justamente o contrário do que lhe foi sugerido. Seres humanos, será mesmo que Freud explica?
Bom, o fato é que pedir opiniões e conselhos, nem todo mundo pede. Mas quando o assunto é dar opiniões... “Vixi”! Aí “o bicho pega”. As pessoas gostam tanto de dar opiniões na vida das outras que acabam às vezes causando enormes confusões.
Isso porque é difícil encontrar quem pratica o verdadeiro sentimento de “empatia” que é se colocar no lugar do outro e analisar cada fato, cada sentimento e cada acontecimento. A maioria das pessoas não quer nem saber, vão logo disparando: “se fosse eu...”, “se eu fosse você...” e descarregam tantas palavras que deixa qualquer um atordoado.
A grande questão é que sabemos dar opiniões na vida de todo mundo e quando é na nossa vida o assunto muda. “Sobre minha vida ninguém fala!”. “Não aceito que falem de mim!”. É, mas para ser respeitado, é preciso, primeiro respeitar.
Sempre ouvi a frase: “conselho se fosse bom ninguém dava, vendia!”. E se você é uma daquelas pessoas que adoram dar um conselho aqui e outro ali, hoje trago um texto muito interessante de uma autora que adoro chamada Iyanla Vanzant. O texto foi retirado do livro A Vida Vai Dar Certo Para Mim da editora Sextante.
A autora sugere conselhos que daria para sua filha, caso tivesse uma:


Se eu tivesse uma filha...

Se eu tivesse uma filha pequena, diria a ela tudo que acho que ela deveria saber para se preparar para a vida.
Eu lhe diria que existem dias bons e dias ruins, e que ela precisa ser grata por todos eles. Diria que ela está sempre protegida e que, independente do que fizer, sempre será amada.
Eu diria à minha filha que a vida é cheia de maravilhas e emoções, e que todas essas coisas estão à sua disposição.
Eu lhe diria que se concentre em uma coisa de cada vez. Que usufrua o mais possível cada alegria que todos os dias trazem. Diria para ela ser gentil com as pessoas, mesmo quando estas não lhe retribuírem a gentileza. Eu diria à minha filha que encontre algo para apreciar em tudo e em todo mundo.
Eu diria à minha filha que sempre conte a verdade da forma que gostaria de ouvi-la. Que sempre dê o melhor de si e aprenda com as experiências, sobretudo as dolorosas. Que lembre sempre das pessoas que a ajudaram pelo caminho e seja grata a elas.
Eu diria que as melhores coisas da vida não são coisas. São pessoas. Diria que respeite o que sente. Diria que, para manter a paz em sua vida, ela precisa ver Deus em todas as coisas e pessoas, e contar com Ele para tudo. Mas eu gostaria mesmo que minha filha soubesse que nunca precisa ter medo de cometer um erro, porque erros, quando bem avaliados, produzem mestres.

Com este texto, Iyanla mostra que dentro de nós existe uma enorme sabedoria. Se somos capazes de dar conselhos para a vida dos outros, também somos capazes de dar conselhos para nossa própria vida. Basta ouvir e obedecer os seus próprios conselhos. Qualquer coisa que você disser a outra pessoa se aplica a você!
Ouça seus próprios conselhos. Acredite neles. A sabedoria está dentro de você!
Até a próxima semana!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS OU PESSOAS ESPECIAIS? O QUE USAR?



Há algum tempo fui convidado para fazer uma palestra aqui em nossa cidade e nos slides acabei escrevendo o termo “pessoas com deficiências”... Na platéia estavam professores, profissionais da área da saúde e universitários... Não preciso falar que fui criticado por este termo. Me disseram que isso seria um estigma e que este termo não existia mais. Tudo bem... Apenas re-editei os slides durante a própria apresentação e escrevi: “pessoas com necessidades especiais”.
Hoje, visitando o blog Mão na Roda do Eduardo Câmara (http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/), li um texto que me fez pensar naquele dia da palestra...
O texto é de autoria da Bianca Marotta, que no próprio blog assim se define: “Andante, há pouco tempo namorando um cadeirante e aprendendo a ver o mundo com um novo olhar”. Dêem uma olhada:


Suuuuper Especial
Bianca Marotta – 16-12/2008 – 15:07


Nunca fui fã do termo “pessoas com necessidades especiais”, muito menos de “pessoas especiais” (que acho ainda pior). Ambos me passam a impressão de discriminação e preconceito. Em relação ao primeiro deles, entendo que todas as pessoas do mundo tenham algum tipo de necessidade especial, por isso ele não deve ser aplicado apenas àqueles que tem algum tipo de deficiência física ou mental. Os diabéticos precisam de insulina, algumas pessoas que passam por algum tipo de intervenção cirúrgica, como a retirada da tireóide ou do útero, necessitam repor hormônios para o resto da vida. Muitos deprimidos tomam prozac, aqueles que não sabem fazer contas de cabeça, usam uma calculadora e as pessoas com deficiência física precisam de uma rampa ou elevador para subir alguns andares. Percebem?
O segundo termo me irrita ainda mais. “Pessoas especiais”. Juro! Antes mesmo de começar a namorar o Dado, eu já não gostava de usá-lo, nem de ouvi-lo. Acho hipócrita, ridículo até. Dizer que uma pessoa com deficiência física ou mental é especial, carrega uma forte característica de exclusão e preconceito. Catei a palavra no iDicionário Aulete e tive a certeza de que não estava enganada. Vejam:
especial 1. Que não é geral, mas específico, particular: Recebeu instruções especiais para a missão.
2. Que é exclusivo para uma pessoa ou um grupo de pessoas.
3. Que é próprio de uma espécie: ônibus especial da empresa.
4. Que tem aplicação específica; ESPECÍFICO; PECULIAR.
5. Que é fora do comum: produto especial para diabéticos.
Etc etc etc...
Pois é. Nunca achei esse termo simpático. Parece-me que as pessoas que o usam, sentem uma mistura de culpa, pena e constrangimento, e acham que chamar as pessoas com deficiência de especiais, ameniza essa sensação. Gente, não é preciso esconder nada! Quanto mais a gente acoberta a deficiência de alguém com neologismos que tentam amenizar as diferenças, mais a gente contribui com a discriminação e menos a gente se aproxima de uma sociedade igualitária.
E pra estar certa de que não iria dizer nenhuma besteira, dei uma pesquisada na internet, antes de escrever este texto. Pra minha sorte e alegria encontrei um texto excelente, escrito em 2005 por Romeu Kazumi Sassaki, que explica a origem e a evolução de todos os termos utilizados até hoje para denominar as pessoas com deficiência. Sua conclusão, por sinal, era a que eu imaginava: as próprias pessoas com deficiência preferem e querem ser chamadas assim. E ponto final!

_____________________________________________________


Então... Confusos? Que termos deveríamos usar: pessoas portadoras de necessidades especiais, pessoas especiais ou pessoas com deficiências? Difícil, né?
O que devemos fazer é nunca esquecermos que antes de qualquer termo usado, neste caso, para designar sempre a mesma coisa, existe a palavra que designa o mais importante: PESSOA (essa sim, um ser, portador de sentimentos, de vontades, de questões psicológicas, fisiológicas e sociais). Afinal, como questionou Bianca, quem de nós não possui alguma deficiência?
Ah, aproveite este finalzinho de férias e faça uma visita ao Blog Mão na Roda! Tenho certeza que você vai passar bons momentos na internet, ler coisas boas e aprender muito também! Segue o link: http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/


Participe também da Coluna Diversidade. Todas as semanas aqui no Jornal Nova Gazeta e na internet:
Blog: http://www.colunadiversidade.blogspot.com/
e-mail: colunadiversidade@hotmail.com
Carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade.
Telefax: (31) 3763.5774.
Estou aguardando seu contato!