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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Você tem poderes que nem imagina...


Como vocês perceberam, o Jornal Nova Gazeta desta semana não saiu! Mas estou aqui, como toda quarta, para atualizar o blog e trazer novidades! Na semana que vem, será publicado o texto "Que som tem sua vida?" e o texto de hoje não será publicado! É exclusivo aqui do blog... Escrevi já faz algum tempo e sei que existem pessoas que já o conhecem... Mas como é bom lê-lo (palavra estranha, né Dani?), ou mesmo relê-lo...



VOCÊ TEM PODERES QUE NEM IMAGINA...



Ah, que bom seria se o mundo fosse da forma como eu queria!

Aposto que em algum momento você já disse esta frase. Vamos parar pra pensar seriamente nisso?

Bom, provavelmente se o mundo fosse da forma como você queria não existiria dor, não existiria guerra, não existiriam crises, não faltaria alimento pra ninguém... Provavelmente o céu já estaria de outra cor (claro, você iria pintá-lo com a cor que mais gosta) e até as nuvens não seriam mais brancas... Tantas coisas poderiam ser mudadas, né?

Mas será que o mundo seria melhor se fosse comandado por você? Será que o mundo realmente seria melhor se fosse do jeito e da forma como você quer?

Estou aqui novamente para te contar uma coisa: acho que você entende muito pouco sobre o mundo. É verdade. E não adianta negar. Veja bem: quantas vezes você se pega pensando: “hoje estou tão ocupado!” ou mesmo “Ai, que vontade de ficar deitado o dia todo, de não sair da cama”, ou ainda “se eu pudesse voltar atrás iria mudar tanta coisa...”. Pois é, se você às vezes não dá conta e se sente cansado comandando apenas sua vida, imagina se tiver a oportunidade de comandar o mundo... Ah, você não vai dar conta! E talvez seja por isso mesmo que você não tenha este poder. Respire aliviado por isso!

Você não pode comandar o mundo e as coisas ao seu redor. Você pode comandar sua vida. Apenas sua vida. Apenas com seus poderes.

Lembro-me quando era criança e assistia aos desenhos da TV. Assim como toda criança, eu também queria ter “super poderes”: voar, lançar raios pelas mãos, paralisar pessoas, ter uma visão de raio-x e todas aquelas capacidades que tinham os super heróis da minha época. Depois que cresci um pouco, descobri que eu e todas as pessoas do mundo possuimos um poder e às vezes nos esquecemos ou não sabemos. E este poder é realmente capaz de fazer muuuuuiiiitas modificações.

Tudo bem, eu preferia que você aprendesse isso com o processo da vida, mas posso te ajudar a desenvolver este seu poder. Está duvidando que você tem um poder maior do que muitos super heróis? Vejamos:

Você pode com duas palavras gerar várias ações ao seu redor que podem fazer o bem e o mal. As palavras são “sim” e “não”. Mesmo que você precise de um tempo para pensar, as maiores dúvidas podem ser respondidas por estas duas simples palavras que às vezes nem são necessárias serem faladas. Basta um olhar, um balançar suave de cabeça.

Pense em momentos decisivos da sua vida (casamento, estudos, relacionamentos, trabalho, doenças) e tente visualizar como o sim e o não estiveram presentes e acabaram te colocando onde você está hoje (casa, trabalho, saúde, relacionamentos).

Independente de sua resposta, o mundo sempre abre e fecha possibilidades quando você utiliza seu poder.

Quando você fala sim, acaba abrindo novos espaços, novos caminhos, novas relações... Dizer sim é afirmar, é aceitar.

Quando você fala não, fecha alguns processos. Rompe amarras, e também abre novas possibilidades e caminhos.

É... suas palavras são seus poderes! Suas respostas são seus poderes! Sim e não são poderes enormes que modificam nossa vida pra sempre em todos os sentidos.

A partir de hoje, analise sua vida. Se em algum momento você perceber que usou de forma errada seus poderes, aceite. Não tenha dúvidas que foi melhor assim. Mas “daqui pra frente tudo vai ser diferente”...

Agora você já conhece seus poderes, por isso utilize-os... Seja verdadeiro sempre com você e com as pessoas que o rodeia.

Agradeça a Vida por ter este poder e por conhecê-lo.

Aprenda a dizer sim ou não quando quiser que algo aconteça. Se não souber as respostas, relaxe... O silêncio sempre é uma resposta e tudo tem seu tempo certo para acontecer.

Lembre-se que dizer sim quando você quer dizer não, ou dizer não quando você quer dizer sim, faz com que você utilize seus poderes contra você mesmo. E isso não vai te fazer bem. Se não souber as respostas, silencie. Guarde seu poder com você para outro momento.

E nunca esqueça que todas as ações provocam reações... É assim na física, é assim na química, é assim no mundo e é assim na sua vida.

Um forte abraço e até semana que vem!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Transformação




Quantas vezes nessa vida corrida não nos pegamos tendo pensamentos negativos? Cheios de preocupações, medos, insegurança e dor? Todo mundo é assim! Somos humanos e pagamos um preço muito alto por termos pensamentos, por sermos conscientes, por sermos racionais (pelo menos foi assim que aprendi nas aulas de filosofia)...
O texto de hoje fala de transformação. E é justamente para esta transformação que quero que você se abra. Perceba, que às vezes é preciso mudar. Que quando pensamos que já fizemos de tudo, talvez realmente já tenhamos feito e não há nada mais para fazer. Portanto, relaxe.
Não se culpe por nada. Mesmo sabendo que você faz coisas erradas, que às vezes você se comporta como uma criança que não sabe muito bem o que quer e não pensa nos riscos, você pode se dar uma nova chance. Sempre!
Seja atencioso com você. Seja seu melhor amigo. Observe cada momento de dor que já passou e perceba as mudanças. A própria palavra diz: passou... Já se foi... E se ainda não passou, acredite: vai passar!
Repito: seja atencioso com você. Seja seu melhor amigo. Você vai se sentir bem. Transforme-se. Permita-se! Até semana que vem!

Milho de Pipoca
A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser quem devem ser.
O milho da pipoca não é o que deve ser.
Ele dever ser aquilo que acontece depois do estouro.
O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas.
Só que elas não percebem.
Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai , ficar doente, perder o emprego, ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão - sofrimentos cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio.
Apagar o fogo.
Sem fogo o sofrimento diminui.
E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesmo.
Ela não pode imaginar destino diferente.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: PUM! - e ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom mas ainda temos o piruá que é o milho de pipoca que se recusa estourar.
São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A sua presunção e o medo são a dura casca de milho que não estoura.
O destino delas é triste.
Ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca e macia.
Não vão dar alegria para ninguém.
Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada.
Seu destino é o lixo...
Do livro "O Amor que acende a lua" Editora Papiros

terça-feira, 19 de maio de 2009

DANDO CONSELHOS NA VIDA DOS OUTROS...



Você é inseguro? Conheço muitas pessoas que não dão um passo, não tomam uma decisão (por mais simples que seja) sem pedir opiniões às outras pessoas... Sem contar aquelas que sempre pedem opiniões e acabem escolhendo justamente o contrário do que lhe foi sugerido. Seres humanos, será mesmo que Freud explica?
Bom, o fato é que pedir opiniões e conselhos, nem todo mundo pede. Mas quando o assunto é dar opiniões... “Vixi”! Aí “o bicho pega”. As pessoas gostam tanto de dar opiniões na vida das outras que acabam às vezes causando enormes confusões.
Isso porque é difícil encontrar quem pratica o verdadeiro sentimento de “empatia” que é se colocar no lugar do outro e analisar cada fato, cada sentimento e cada acontecimento. A maioria das pessoas não quer nem saber, vão logo disparando: “se fosse eu...”, “se eu fosse você...” e descarregam tantas palavras que deixa qualquer um atordoado.
A grande questão é que sabemos dar opiniões na vida de todo mundo e quando é na nossa vida o assunto muda. “Sobre minha vida ninguém fala!”. “Não aceito que falem de mim!”. É, mas para ser respeitado, é preciso, primeiro respeitar.
Sempre ouvi a frase: “conselho se fosse bom ninguém dava, vendia!”. E se você é uma daquelas pessoas que adoram dar um conselho aqui e outro ali, hoje trago um texto muito interessante de uma autora que adoro chamada Iyanla Vanzant. O texto foi retirado do livro A Vida Vai Dar Certo Para Mim da editora Sextante.
A autora sugere conselhos que daria para sua filha, caso tivesse uma:


Se eu tivesse uma filha...

Se eu tivesse uma filha pequena, diria a ela tudo que acho que ela deveria saber para se preparar para a vida.
Eu lhe diria que existem dias bons e dias ruins, e que ela precisa ser grata por todos eles. Diria que ela está sempre protegida e que, independente do que fizer, sempre será amada.
Eu diria à minha filha que a vida é cheia de maravilhas e emoções, e que todas essas coisas estão à sua disposição.
Eu lhe diria que se concentre em uma coisa de cada vez. Que usufrua o mais possível cada alegria que todos os dias trazem. Diria para ela ser gentil com as pessoas, mesmo quando estas não lhe retribuírem a gentileza. Eu diria à minha filha que encontre algo para apreciar em tudo e em todo mundo.
Eu diria à minha filha que sempre conte a verdade da forma que gostaria de ouvi-la. Que sempre dê o melhor de si e aprenda com as experiências, sobretudo as dolorosas. Que lembre sempre das pessoas que a ajudaram pelo caminho e seja grata a elas.
Eu diria que as melhores coisas da vida não são coisas. São pessoas. Diria que respeite o que sente. Diria que, para manter a paz em sua vida, ela precisa ver Deus em todas as coisas e pessoas, e contar com Ele para tudo. Mas eu gostaria mesmo que minha filha soubesse que nunca precisa ter medo de cometer um erro, porque erros, quando bem avaliados, produzem mestres.

Com este texto, Iyanla mostra que dentro de nós existe uma enorme sabedoria. Se somos capazes de dar conselhos para a vida dos outros, também somos capazes de dar conselhos para nossa própria vida. Basta ouvir e obedecer os seus próprios conselhos. Qualquer coisa que você disser a outra pessoa se aplica a você!
Ouça seus próprios conselhos. Acredite neles. A sabedoria está dentro de você!
Até a próxima semana!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Feliz dia das Mães!



Olá! Hoje trago uma texto feito pela professora Mariângela e dedicado a todas as mães!

MÃE ... PUDERA !

Professora Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva

Olá, mãe! Hoje é seu dia, não é mesmo? Mas dias e dias são acumulados para você... Imagino o peso em suas costas, pois o mundo não anda legal. Mas, tenho certeza de que se cada mãe acionar em seu ser a ternura para mudar o mundo, isso acontecerá!
Mãe, você é a fonte mais luminosa aqui na Terra. A você, foi dada a força que só o Todo Poderoso concedeu! Por isso, se o mundo está mal, não tenha medos em seu coração para mudá-lo definitivamente! Por que você tem poderes, quer ver?
Você é a mudança constante! Pudera, possui um mecanismo que administra a formação humana da melhor maneira possível: a formação que parte do ventre/coração - um , não existe sem o outro!
Você é o ovário da Flor Divina trazida por Deus para a Terra - Pudera, é fecundado pela fé que não finda!
Você é o lampejo de ideias brilhantes - na hora certa e necessária - Pudera, há luz imensuravelmente peculiar: a luz do céu!
Você é a vontade em todos os dias - Pudera, pra tanta sapiência há que se ter arbítrios permanentemente...
Você é a médica das consultas do coração - Pudera, só você pode curar a dor, sem remédio!
Você é a dormência do que não gostou - Pudera, sabe bem que o que passou, passou, só o presente importa!
Você é a recompensa do que transmite a seus filhos - Pudera, o mundo só agradece!
Você é a descrição mais perfeita - no entanto nenhum artista conseguiu pintá-la como deveria - Pudera, o que é bom de verdade é indecifrável!
Você é o mundo no mundo! - pudera, só você pode construir seus impérios...
Mãe, indescritível ser, que todos, como príncipes ou princesas querem guardá-la em seu castelo, mas sabem que um dia Deus a levará para um castelo maior! Sabe por quê? Porque há castelos no céu e nestes castelos há seres que mudaram almas, corações... E quando isso aconteceu, foram chamadas as suas fortalezas que eternizam suas ações.... - Pudera, são expressões das crenças mais concretas de paz, harmonia e saber!
E se você, caro (a) amigo (a) já levou sua mãe para o castelo maior, não chore, pois é lá que são acumuladas suas obras para a purificação deste mundo - Pudera, com tanto carinho para se distribuir...
Mãe, hoje é seu dia, mas não um dia qualquer! É um dia equitativo onde o sol ou a chuva que aparecerão do céu serão mais lindos, que os pássaros cantarão com mais timbre, que as horas deslizarão mais lentamente para que sintamos o valor dos dias, que a ternura de suas palavras serão pedestais de glórias sem fim... Porque a cada balbuciar seu mãe, o mundo se tornará melhor!
Então mãe, chegou a sua hora! A hora da passeata do amor para mudar o mundo! Não importa sua idade, sua raça, seu curriculum, o tamanho de sua sabedoria - pois você mãe, sendo pobre, sendo rica, nova ou idosa, com saúde ou não - é sempre um desdobramento de ensinamentos - Pudera, mãe, pudera ... VOCÊ É SIMPLESMENTE MÃE!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

INCLUSÃO DIGIT@L

ALUNAS DO 5º PERÍODO DE TERAPIA OCUPACIONAL CRIAM ADAPTAÇÕES PARA PROMOVER A INCLUSÃO DIGITAL!

A idéia partiu de uma aula de Informática Acessível, no curso de Terapia Ocupacional da UNIPAC Lafaiete, dentro da sala de aula, onde estava sendo discutido como o computador influencia a vida de todas as pessoas e como é importante o Terapeuta Ocupacional ter conhecimento e saber utilizar o computador como um recurso terapêutico.
Mas, sabemos que nem todas as pessoas conseguem ter acesso ao computador. Além da questão financeira, que faz com que muitas pessoas fiquem distantes do chamado “mundo virtual”, o computador exige que seu usuário tenha alguns “requisitos” para manuseá-lo. Sem adaptações, precisamos ter visão, muitas vezes audição, coordenação motora, raciocínio...
Dá para imaginar como uma pessoa, por exemplo, que não tenha o movimento dos braços utiliza o computador? E uma pessoa totalmente cega, consegue utilizá-lo? A resposta é sim. E não é complicado como muitas pessoas pensam.
Na tentativa de ajudar algumas pessoas que passam pela dificuldade no acesso ao computador, as alunas Suelen Vieira Silva e Águida Lorena Costa, acadêmicas do 5º período do curso de Terapia Ocupacional da Unipac Lafaiete, criaram uma adaptação chamada de “máscara de teclado ou colméia” e uma “ponteira”.
Vale lembrar que estas adaptações já existem, mas são vendidas a preços que não são acessíveis para muitas pessoas, principalmente porque grande parte destas adaptações são importadas e chegam ao mercado brasileiro com preços muito altos.
Portanto, se você conhece pessoas que possuem dificuldades e gostariam de utilizar o computador, vale à pena consultar com um Terapeuta Ocupacional, formas de adaptações das partes físicas do computador (hardware) e dos programas também (softwares).
Entenda as adaptações criadas por Águida e Suelen:
As adaptações de hardware são aparelhos ou adaptações presentes na parte física do computador, que ampliam a comunicação do usuário com máquina.

- Máscara de teclado ou colméia
Trata-se de uma placa com um furo correspondente a cada tecla do teclado, que é fixada sobre o teclado, a uma pequena distância do mesmo, com a finalidade de evitar que a pessoa com déficits de coordenação motora pressione, involuntariamente, mais de uma tecla ao mesmo tempo. Essa pessoa deverá procurar o furo correspondente à tecla que deseja.
Materiais Utilizados / Custo
Papel Cartão -------------------------------------- R$ 0,50
Técnica de papel marche
1 Rolo de papel higiênico ---------------------- R$ 0,89
3 colheres (sopa) água sanitária ------------- R$ 1,20
3 colheres (sopa) farinha de trigo ------------ R$ 1,69
3 colheres (sopa) cola --------------------------- R$ 0,90
Total ------------------------------------------------- R$ 5,18

Ponteira
É um objeto cilíndrico fixado na mão através de um velcro com a ponta em forma de lápis que acompanha a máscara do teclado, usado para pessoas com déficits de coordenação motora.

Materiais Utilizados / Custo
9 cm cano PVC --------------------------------- R$ 0,90
100g de pó de gesso (Diluído em água)---R$ 1,30
Haste de uma escova de roupa ou velcro-R$ 1,50
1 Lápis com borracha na ponta ------------ R$ 0,15
Total ------------------------------------------------- R$ 3,85
A preços muito baixos, as alunas conseguiram “recriar” adaptações que podem ajudar pessoas com distúrbios de coordenação motora, paralisia cerebral (atetóide – pessoas que apresentam tônus muscular flutuante), pessoas com dificuldades de abstração e concentração e pessoas com dificuldades dos movimentos de pinça.
Gostou, quer saber mais sobre as adaptações? Entre em contato com as acadêmicas pelo e-mail: suelenvsilva@hotmail.com

Tenha uma ótima semana!




quarta-feira, 18 de março de 2009

A ARTE DE NÃO ADOECER


Falando sempre de saúde e como ela está relacionada com nosso modo de pensar, de agir e de sentir, acabei recebendo este texto que é de autoria do Dr. Dráuzio Varella. O médico nos ensina a arte de não adoecer. Quem não gostaria de ter esta “arte”?
Se dê o direito de ter mais saúde e mais qualidade de vida. Cuide de você e evite doenças.

A ARTE DE NÃO ADOECER – DR. DRÁUZIO VARELLA

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos".
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer. Então vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão".
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções".
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - " Não viva de aparências".
Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.


Se não quiser adoecer - "Aceite-se".
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar críticas, é sabedoria, bom senso é terapia.


Se não quiser adoecer - "Confie".
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste".
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive."O bom humor nos salva das mãos do doutor".Alegria é saúde e terapia.

E então, viu como seu dia a dia influencia na sua saúde? Vamos lá! Agora é colocar em prática! Aproveite e me diga o que achou do texto e o que tem achado da Coluna Diversidade. Entre em contado! Pela internet: http://www.colunadiversidade.blogspot.com/ - Pelo e-mail: colunadiversidade@hotmail.com - Por carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade. - Ou telefax: (31) 3763.5774


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mensagem



Hoje trago mais um artigo da Professora Mariângela que faz uma bonita homenagem ao Aloísio Libânio Rodrigues:
Vocês que andam pela vida precisam perceber que não são somente as pernas que nos levam a tão longe... A mente de todo ser humano é uma viagem incrível!
Por isso hoje, trago para a Coluna Diversidade um pouco da vida de Aloísio Libânio Rodrigues – um ser humano incrível, que ficou paraplégico devido a um a infortúnio (quando mecânico em 22 de janeiro de 74), trabalhando em um reparo de um caminhão tornou-se paraplégico.
Hoje todos o conhecem como o Aloísio relojoeiro, exercendo essa função desde 84.
Sua vida sempre foi regada pela fé, esperança no dia de amanhã ser melhor do que o que passou. Dono de uma espiritualidade imensa, repleto de ensinamentos, sempre está com sua casa cheia de amigos, como bem diz “meus tesouros”.
Depois de ter ocorrido o acidente e ficado três anos internado, sofrendo diversas intervenções cirúrgicas, retornou aos braços e a casa de sua mãe, Maria Etelvina Rodrigues e vive com ela até hoje. Segundo ele, sua mãe “é uma mulher iluminada! Alguém que não é desse mundo, pois não é artificial. É daquelas pessoas genuínas que está sempre com um sorriso no rosto, com Deus no coração, me apoiando sem reclamar, é meu brilho de sol!”.
Em janeiro deste ano sofreu um infarto e se recupera ainda.
Sua filosofia de vida é não prejudicar ninguém, tratar a todos com sinceridade não lamentar. Diz que sua maior alegria é estar vivo e ter nascido de novo depois do enfarto que sofreu.
Para você, Aloísio, uma pequena mensagem para que todos saibam como é bom a graça da vida:
“NO TIC TAC DO SEU CORAÇÃO”

Minhas pernas muitas vezes não me levam aonde desejo
Porém com a mente aberta, o coração em devaneios,
Salto mais alto que muita gente!
Amigos não me faltam, por isso não tenho rotinas,
O ímã que guardo no peito atrai só o que é feliz,
O que passou, passou, meu tic tac é o agora!
A música clássica me embala, tranqüiliza todo meu ser,
Com meu natural otimista levo a vida,
A exemplo de todo relógio vou batendo minhas horas,
Passo a passo, “tictacteando” num tempo bem dosado e feliz.
Sou assim em paz com Deus, tudo aceito!
Minhas pernas não me faltam, apenas vagueiam
Em minha mente – ando mais que muita gente!
Minha mãe sempre ao meu lado eleva-me e anda por mim,
A ela sim devo tudo, meu começo até meu fim.
Lá do céu - José Libânio e Alberto Libânio,
Fiéis escudeiros em tempos idos,
Compreendem bem minha gratidão, minha saudade,
E com luz de arco-íris pintam meu dia-a-dia.

A gente não pode esmorecer, aconteça o que acontecer.
A fé deve vir na frente,
Para podermos existir.
Não esmoreça, lute sempre
Os desafios me “fazem andar”
E como ser humano cada vez mais me ampliar.
TIC TAC, TIC TAC, é assim que deve ser!
O relógio da vida é o prêmio do viver!






Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
Professora

Você está gostando do nosso espaço? Tem alguma crítica ou elogio? Quer participar também? Entre em contado conosco! Pela internet: http://www.colunadiversidade.blogspot.com/ - Pelo e-mail: colunadiversidade@hotmail.com - Por carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade - Ou telefax: (31) 3763.5774 - Estamos esperando seu contato!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS OU PESSOAS ESPECIAIS? O QUE USAR?



Há algum tempo fui convidado para fazer uma palestra aqui em nossa cidade e nos slides acabei escrevendo o termo “pessoas com deficiências”... Na platéia estavam professores, profissionais da área da saúde e universitários... Não preciso falar que fui criticado por este termo. Me disseram que isso seria um estigma e que este termo não existia mais. Tudo bem... Apenas re-editei os slides durante a própria apresentação e escrevi: “pessoas com necessidades especiais”.
Hoje, visitando o blog Mão na Roda do Eduardo Câmara (http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/), li um texto que me fez pensar naquele dia da palestra...
O texto é de autoria da Bianca Marotta, que no próprio blog assim se define: “Andante, há pouco tempo namorando um cadeirante e aprendendo a ver o mundo com um novo olhar”. Dêem uma olhada:


Suuuuper Especial
Bianca Marotta – 16-12/2008 – 15:07


Nunca fui fã do termo “pessoas com necessidades especiais”, muito menos de “pessoas especiais” (que acho ainda pior). Ambos me passam a impressão de discriminação e preconceito. Em relação ao primeiro deles, entendo que todas as pessoas do mundo tenham algum tipo de necessidade especial, por isso ele não deve ser aplicado apenas àqueles que tem algum tipo de deficiência física ou mental. Os diabéticos precisam de insulina, algumas pessoas que passam por algum tipo de intervenção cirúrgica, como a retirada da tireóide ou do útero, necessitam repor hormônios para o resto da vida. Muitos deprimidos tomam prozac, aqueles que não sabem fazer contas de cabeça, usam uma calculadora e as pessoas com deficiência física precisam de uma rampa ou elevador para subir alguns andares. Percebem?
O segundo termo me irrita ainda mais. “Pessoas especiais”. Juro! Antes mesmo de começar a namorar o Dado, eu já não gostava de usá-lo, nem de ouvi-lo. Acho hipócrita, ridículo até. Dizer que uma pessoa com deficiência física ou mental é especial, carrega uma forte característica de exclusão e preconceito. Catei a palavra no iDicionário Aulete e tive a certeza de que não estava enganada. Vejam:
especial 1. Que não é geral, mas específico, particular: Recebeu instruções especiais para a missão.
2. Que é exclusivo para uma pessoa ou um grupo de pessoas.
3. Que é próprio de uma espécie: ônibus especial da empresa.
4. Que tem aplicação específica; ESPECÍFICO; PECULIAR.
5. Que é fora do comum: produto especial para diabéticos.
Etc etc etc...
Pois é. Nunca achei esse termo simpático. Parece-me que as pessoas que o usam, sentem uma mistura de culpa, pena e constrangimento, e acham que chamar as pessoas com deficiência de especiais, ameniza essa sensação. Gente, não é preciso esconder nada! Quanto mais a gente acoberta a deficiência de alguém com neologismos que tentam amenizar as diferenças, mais a gente contribui com a discriminação e menos a gente se aproxima de uma sociedade igualitária.
E pra estar certa de que não iria dizer nenhuma besteira, dei uma pesquisada na internet, antes de escrever este texto. Pra minha sorte e alegria encontrei um texto excelente, escrito em 2005 por Romeu Kazumi Sassaki, que explica a origem e a evolução de todos os termos utilizados até hoje para denominar as pessoas com deficiência. Sua conclusão, por sinal, era a que eu imaginava: as próprias pessoas com deficiência preferem e querem ser chamadas assim. E ponto final!

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Então... Confusos? Que termos deveríamos usar: pessoas portadoras de necessidades especiais, pessoas especiais ou pessoas com deficiências? Difícil, né?
O que devemos fazer é nunca esquecermos que antes de qualquer termo usado, neste caso, para designar sempre a mesma coisa, existe a palavra que designa o mais importante: PESSOA (essa sim, um ser, portador de sentimentos, de vontades, de questões psicológicas, fisiológicas e sociais). Afinal, como questionou Bianca, quem de nós não possui alguma deficiência?
Ah, aproveite este finalzinho de férias e faça uma visita ao Blog Mão na Roda! Tenho certeza que você vai passar bons momentos na internet, ler coisas boas e aprender muito também! Segue o link: http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/


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Estou aguardando seu contato!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

3a. IDADE





II ENCONTRÃO DA TERCEIRA IDADE EM LAMIM
*Afonso Júnior
Terapeuta Ocupacional


No dia 24 de agosto tive a oportunidade de participar do II Encontrão da Terceira Idade que aconteceu na cidade de Lamim. Estiveram presentes quase 200 pessoas, incluindo grupos da terceira idade das cidades de Alto Rio Doce, Santana dos Montes, Dores do Turvo, Cipotânea e Lamim. Várias atividades foram realizadas: missa, palestras, café da manhã, bingo, almoço, forró e cada grupo preparou uma apresentação (música, poesia, mensagens, dança, teatro...). Cada um mostrando seu talento!
A fisioterapeuta Dra. Danielle Rezende Pereira preparou uma palestra com o tema: “O segredo de um envelhecimento saudável”. Minha participação foi com uma palestra com o tema: “Memória: trago boas notícias!”.
Quero aproveitar para dar os parabéns a cada pessoa que esteve presente, de todas as cidades, especialmente agradecer a todos os que ajudaram a fazer este momento de “inclusão” acontecer. Nossas cidades precisam disto!

Cada cidade levou sua participação no II Encontrão da Terceira Idade.
Momento da palestra: “O segredo de um envelhecimento saudável!”
Prática de alongamento
A Farmacêutica Lívia, a Fisioterapeuta Danielle, o Terapeuta Ocupacional Afonso Júnior e a Psicóloga Jaqueline.
Momento da minha palestra! Memória: trago boas notícias!


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FALANDO SOBRE INCLUSÃO


QUANDO A INCLUSÃO PREOCUPA...
Afonso Júnior
*Terapeuta Ocupacional
Hoje em dia ficou tão comum falar em inclusão escolar que fico preocupado... Mas como assim, preocupado por causa da inclusão? Sim! Por causa da inclusão! Por que sei que existem muitos por aí que ao menos sabem o que é inclusão e pensam que colocar uma pessoa com necessidades especiais dentro de uma sala de aula de uma escola regular é fazer inclusão!!! Não é e nunca será!
A inclusão precisa ser entendida como um processo que envolve professores, alunos, pais, profissionais da área da educação e da saúde, funcionários da escola, materiais, apoio, adaptações, espaço físico... Um monte de detalhes que precisam ser analisados, pensados e repensados.
Hoje, trago um texto que foi escrito por duas Terapeutas Ocupacionais que outras vezes já apareceram aqui na Coluna Diversidade: Graziele e Talita. No texto que elas escreveram especialmente para a Coluna Diversidade, alguns questionamentos são levantados a respeito desta tão falada “inclusão escolar”. Vale muito à pena ler tudo!

COMO DEVE OCORRER O PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS?
Por: Graziele Carolina de Almeida
Talita Ferreira Gonçalves
Terapeutas Ocupacionais

Na literatura clássica e na história do homem é fácil perceber o pensar discriminatório da sociedade em relação às pessoas com necessidades especiais (PNEs), num contexto onde a sociedade tem observado com maior facilidade os impedimentos e as aparências de cada pessoa ao invés de suas potencialidades.
A pessoa com necessidades especiais (PNE) nem sempre foi valorizada e respeitada. Por isto, durante muitos anos elas foram vistas como vítimas de abandono, rejeição, maus-tratos e até mesmo mutilações (MENDES,2006).
A partir do século XIX a sociedade passou a perceber que a criação de organizações onde a pessoa com necessidades especiais fosse aceita e ingressada possibilitaria não somente um melhor tratamento de seus problemas, mas também reduziria significativamente seus gastos. Dessa forma, as instituições foram se especializando e tornando-se cada vez mais aptas a auxiliarem na inclusão destas pessoas.
A história da inclusão, em geral, foi marcada por movimentos e modelos que, de certa forma, auxiliaram no processo de inclusão. Porém, a realidade da inclusão ainda é marcada por muitas limitações, as quais impedem o desenvolvimento da pessoa com necessidades especiais.
O paradigma da inclusão escolar, representado pelo caleidoscópio, preconiza a inserção incondicional do aluno desde o início de sua trajetória escolar, o qual se efetiva sem a mediação do ensino. Esta ação visa transformar a escola e os ambientes educacionais, promovendo mudanças de atitudes e o convívio natural com as diferenças, como a experiência de formação pessoal e profissional.
De acordo com Mantoan, jamais haverá inclusão se a sociedade se sentir no direito de escolher quais pessoas com necessidades especiais poderão ser incluídos. É preciso que as pessoas falem por si mesmas, pois conhecem as suas expectativas e dificuldades como qualquer cidadão. Mas não basta apenas ouvi-los, é necessário também propor e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de se pensar na própria inclusão.
Por isto, os princípios da inclusão aplicam-se não somente aos alunos com estas limitações ou sob risco, mas a todos os alunos. As questões desafiadoras enfrentadas pelos alunos e pelos educadores nas escolas de hoje não permitem que ninguém se isole e se concentre em uma única necessidade ou em um grupo-alvo de alunos.
A integração passa a ser um processo expontâneo, onde a subjetividade envolve direta e pessoalmente o relacionamento entre os seres humanos. Este modelo é um processo gradual e dinâmico, que pode tomar distintas formas, segundo as habilidades e performances dos alunos. Refere-se ao processo de escolarização, no mesmo grupo de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais ou não, durante um período ou a totalidade de sua permanência na escola (SÁ, 1997).
O princípio da integração consiste na igualdade de direitos, privilégios e deveres tanto quanto na participação ativa e na interação social, em ambientes, o menos restritivo possível, respeitando-se as diferenças individuais.
Integrar significa adaptar-se, acomodar-se, incorporar-se. Não é a melhor palavra porque se presume sempre que se trata da reunião de grupos diferentes. Reflete sempre uma ação da pessoa com necessidades educativas especiais para tentar adaptar-se, incorporar-se. Já a inclusão não. Ela significa envolver, fazer parte, pertencer. Significa trazer para dentro de um conjunto alguém que já faz parte dele (FÁVERO, 1998).
Há alguns anos a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais no âmbito escolar regular era considerada irreal pela maioria das pessoas. Porém, ao ser analisada a inclusão genuína, percebe-se que a inserção de pessoas com necessidades educativas especiais na rede regular de ensino, não consiste em simplesmente inserir estas pessoas nas classes, sem terem apoio de professores, alunos e de uma equipe que auxilie no acompanhamento de seu processo de ensino.
As pessoas com necessidades especiais necessitam de instruções, de instrumentos, de técnicas e de equipamentos especializados que propiciem seu processo de aprendizagem na rede regular de ensino. Todo este apoio deve ser integrado, possibilitando a reestruturação das escolas e das classes. Os apoios existentes neste contexto devem ser centrais e não periféricos, na rede regular de ensino, de forma que o ensino inclusivo possa atingir a todos os alunos, professores e de um modo geral, a sociedade.
A atuação da comunidade na propiciação da educação inclusiva ainda apresenta algumas ações divergentes, as quais prejudicam a inclusão de pessoas com necessidades especiais tanto no âmbito escolar quanto no social. Por isto, observa-se claramente a necessidade da mudança da postura de alguns professores para propiciar este processo. Esta mudança deve se ater às novas formas de especializações, onde o mesmo utilize-se de sua criatividade para propiciar o aprendizado de novas habilidades por parte de seus alunos especiais.
É interessante ressaltar que, o acompanhamento realizado por uma equipe técnica no contexto inclusivo escolar regular, deve objetivar a interação das pessoas com necessidades especiais no âmbito escolar, e também no âmbito social, favorecendo as trocas, e auxiliando o processo de aprendizagem da pessoa com necessidades especiais. Estas intervenções devem ser embasadas em práticas pedagógicas, porém o que se espera realmente com ela não é o aprendizado curricular “normal” estabelecido por diversas escolas, mas sim o estabelecimento de novas práticas, onde as habilidades e potencialidades da pessoa com necessidades educativas especiais sejam usadas como instrumentos para o alcance do aprendizado da mesma.
Não é necessário que a pessoa que apresenta certas limitações ou dificuldades, saía da escola sabendo tudo que uma pessoa considerada normal deve saber, pois até mesmo, algumas vezes, as pessoas ditas normais, apresentam dificuldades que as limitam no processo de aprendizagem, de forma que também não fixam e não utilizam àquilo que foi adquirido.
A educação especial não deve ser vista como um mero ato de inserção de alunos especiais em classes regulares de ensino, mas de interações que possibilitem e estimulem as trocas. Dessa forma sim, o estabelecimento de novos ensinos, através da singularidade dos mesmos, será estabelecido.
Por isso, o desafio comum é estender a inclusão a um número ainda maior de escolas e comunidades, utilizando-se ao mesmo tempo, a forma facilitadora e auxilio da aprendizagem como forma de ajustamento de todos alunos – sejam eles com ou sem necessidades educativas especiais – em um mesmo ambiente.
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domingo, 31 de agosto de 2008

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE PARALISIA CEREBRAL



A paralisia cerebral é o nome que se dá a um grupo de problemas motores (relacionados aos movimentos do corpo) que começam bem cedo na vida e são o resultado de lesões do sistema nervoso central ou problemas no desenvolvimento do cérebro antes do nascimento. Algumas crianças com paralisia cerebral também têm desordens de aprendizagem, de visão, de audição e da fala. Embora a lesão específica do cérebro ou os problemas que causam paralisia cerebral não piorem, os problemas motores podem evoluir com o passar do tempo.
Na maioria dos casos de paralisia cerebral, a causa exata é desconhecida. Algumas possibilidades incluem anormalidades no desenvolvimento do cérebro, lesão cerebral do feto causada por baixos níveis de oxigênio ou baixa circulação do sangue, infecção, e trauma. Outras possíveis causas incluem: icterícia grave do recém-nascido, infecções na mãe durante a gravidez, problemas genéticos ou outras doenças que fazem o cérebro desenvolver anormalmente durante a gravidez. A paralisia cerebral também pode acontecer depois do nascimento, como quando há uma infecção do cérebro (encefalite) ou um trauma de crânio.
A paralisia cerebral é a desordem motora mais comum da infância. Acontece em aproximadamente de 1 - 2 para cada 1,000 nascidos vivo, com o risco mais alto entre os bebês prematuros, crianças de baixo-peso-ao-nascimento (menos de 1,5 Kg), e em gravidez complicadas por infecções ou condições que causam problemas com o fluxo de sangue para o útero ou para a placenta.
Os sintomas precoces de paralisia cerebral incluem:
Dificuldade para alimentar — Existe um atraso para o bebê ter coordenação para sugar o peito e para engolir,
Demora no aparecimento dos marcos normais de desenvolvimento motor — Não fazer coisas que seriam esperadas para uma certa idade. Por exemplo, não ter um bom controle da cabeça antes de 3 meses, não rolar o corpo antes de 4 a 5 meses, não sentar sem apoio antes dos 6 meses e não caminhar antes dos 12 a 14 meses.
Baixo tônus muscular (flacidez) ou ter músculos duros (rigidez) — O baixo tônus muscular pode ser notado pela dificuldade em sustentar a cabeça ou manter o tronco firme. A rigidez muscular pode ser reconhecida pela espasticidade (músculos “travados”) das pernas na infância.
Para chegar ao diagnóstico, o médico de seu filho irá colher uma história detalhada, incluindo detalhes do desenvolvimento, da gravidez e do parto, o uso de medicamentos tomados pela mãe, infecções e movimentos fetais. Uma história familiar detalhada, incluindo antecedentes de aborto da mãe e a incidência do problema em outros parentes, também pode ajudar.
O médico de seu filho o examinará e poderá solicitar exames de vista e de audição. Podem ser feitos exames complementares de imagem do cérebro, como o Ultra-Som, a Tomografia Computadorizada (a TC) ou a Imagem de Ressonância Magnética (IRM); um teste de atividade cerebral como o Eletroencefalograma (o EEG); ou exames de sangue e de urina.
Para fazer o diagnóstico específico e escolher um plano de tratamento apropriado, o médico pode consultar outros especialistas, como um neurologista; um cirurgião ortopédico; ou um otorrinolaringologista (médico de ouvido, nariz e garganta).

Para ajudar a prevenir a paralisia cerebral, os médicos encorajam as mulheres grávidas a fazerem acompanhamento pré-natal regular, que começa o mais cedo possível e se estende por toda a gravidez. Porém, como a causa da maioria dos casos de paralisia cerebral não é conhecida, é difícil prevenir. Apesar das significativas melhorias no cuidado obstétrico e neonatal nos anos recentes, a incidência de paralisia cerebral não diminuiu. Serão necessárias mais pesquisas das causas de paralisia cerebral para prevenir estas desordens.
O Tratamento: A maioria das crianças com paralisia cerebral se beneficia da fisioterapia e da terapia ocupacional precoces. Algumas crianças precisam de muletas e apoios para as ajudar a ficar de pé e andar. Algumas podem ter que se submeter a procedimentos cirúrgicos, como liberações de tendão ou cirurgias ortopédicas (especialmente nos quadris). Alguns também precisam de tratamento para reduzir a espasticidade que pode incluir medicamentos tomados via oral, injeções intramusculares ou cirurgia.
Algumas pessoas com paralisia cerebral grave não podem comer e respirar sem broncoaspirar (inspirar coisas que normalmente não deveriam entrar nos pulmões como os alimentos). Estas pessoas podem precisar ser alimentadas através de uma sonda (tubo) inserida pelo nariz (sonda) ou através da pele (gastrostomia) até o estômago; ou podem precisar respirar por uma abertura cirúrgica pequena no pescoço (traqueostomia).
O acompanhamento adequado da paralisia cerebral exige uma equipe de especialistas que ajude a maximizar e coordenar os movimentos, minimizar o desconforto e dor, e prevenir as complicações a longo prazo. Esta equipe poderá incluir, além do neurologista, um ortopedista; um (a) fisioterapeuta, um (a) fonoaudiólogo (a), um (a) psicólogo e um (a) terapeuta ocupacional. Além disso, assistentes sociais podem prover apoio às famílias e podem ajudar a identificar alguma privação de recursos da comunidade. Contate um profissional se seu filho demonstrar um tônus muscular anormal, fraqueza muscular, movimentos anormais do corpo ou se não estiver desenvolvendo suas habilidades motoras normais próprias da idade.
A paralisia cerebral geralmente é uma condição de longa duração (crônica), mas em geral não piora. Algumas crianças são severamente afetadas e têm dificuldades para o resto da vida. Outros podem ter sintomas leves de paralisia cerebral durante a infância, mas depois desenvolvem tônus muscular normal e habilidades motoras. Embora estas crianças possam continuar tendo reflexos tendinosos profundos anormais, elas podem não experimentar problemas significativos no movimento em suas vidas diárias. Por isso é importante sempre procurar profissionais bem qualificados para o tratamento.

Todas as semanas estaremos aprendendo um pouco mais sobre inclusão, saúde e acessibilidade aqui no Jornal Nova Gazeta e na internet. Se você quiser participar também entre em contato com a Coluna Diversidade:
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Estou aguardando seu contato!