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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ALUNAS DO CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL PROMOVENDO O ACESSO AO COMPUTADOR


Na foto: Marcela Louvera, eu (!) e Débora Filard

Quem não gosta de ter acesso a um computador? Hoje em dia trabalhamos, estudamos, conversamos, fazemos amizades e milhões de outras coisas pelo computador. A revista Veja da semana passada veio com a reportagem da capa falando sobre o grande impacto que o uso do computador e a internet fizeram em nossas vidas e o que ainda irão fazer.

Existem até estudos realizados por neurocientistas que comprovam que o uso do computador estimula o cérebro.

Mas nem todo mundo tem acesso a este incrível recurso. Não só financeiramente, a falta de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais às vezes é grande e poucos projetos são desenvolvidos.

Esta semana quero apresentar um recurso desenvolvido por duas alunas do curso de Terapia Ocupacional da Unipac Lafaiete, Marcela Louvera e Débora Filard, hoje cursando o 6º período da faculdade.

O recurso foi desenvolvido para apresentação de um trabalho na disciplina de Informática Acessível e serve para propiciar o acesso ao computador para pessoas com algumas dificuldades especiais. De fácil confecção e barato, o recurso foi realizado e apresentado para toda a turma.


As alunas lembraram que este tipo de recurso já existe no mercado, mas que muitas vezes as pessoas não conseguem ter acesso a eles pelo preço, visto que na maioria das vezes são materiais importados.

Pode ser usado por várias pessoas, mas principalmente por pacientes que apresentem dificuldades de coordenação motora fina, tetraplégicos acionando o microfone com cabeça ou com o sopro, pacientes com paralisia cerebral que tenham dificuldades em movimentar os membros superiores e outros que apresentem alterações anatômicas em membros superiores.

No trabalho, Marcela e Débora lembraram que quando são necessárias adaptações na parte física do computador, antes de buscar acionadores ou periféricos especiais, é necessário procurar viabilizar, quando possível, soluções que utilizem os próprios “acionadores naturais” do

computador, que são o Teclado, o Mouse e o Microfone.

O recurso que desenvolveram é um acionamento pelo microfone por meio de brinquedos de pressão: “A solução que utilizamos é acoplar ao microfone, por meio de fitas adesivas, um daqueles pequenos brinquedos infantis de borracha que são facilmente encontrados em lojas de brinquedos, que produzem sons quando são pressionados. Desta forma, o cliente pode comandar programas de computador pressionando o brinquedo com a parte do corpo na qual exerça maior controle (ou a mão, ou o pé, ou o joelho, até mesmo a cabeça...) com a pressão, o brinquedo emitirá o som no microfone, que acionará o que o cliente necessitar.”

Está aí uma boa idéia que merece destaque. Com recursos simples, as alunas conseguiram criar um recurso que permitirá que muitas pessoas possam usufruir de um recurso tão rico e extremamente prático para os dias atuais.

As alunas ainda lembram que vários softwares que promovem a inclusão podem ser baixados gratuitamente pela internet, como por exemplo, o simulador de teclado “teclado amigo” disponibilizado pela Rede Saci (www.saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=3847) ou o softwares para construção de pranchas de comunicação “Plaphoons” do Projeto Fressa (www.lagares.org).

Boas idéias sempre são bem vindas aqui no nosso espaço. Gostou? Você pode entrar com contato com alunas pelo e-mail: marcelalouvera@hotmail.com

Até semana que vem!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

INCLUSÃO DIGIT@L

ALUNAS DO 5º PERÍODO DE TERAPIA OCUPACIONAL CRIAM ADAPTAÇÕES PARA PROMOVER A INCLUSÃO DIGITAL!

A idéia partiu de uma aula de Informática Acessível, no curso de Terapia Ocupacional da UNIPAC Lafaiete, dentro da sala de aula, onde estava sendo discutido como o computador influencia a vida de todas as pessoas e como é importante o Terapeuta Ocupacional ter conhecimento e saber utilizar o computador como um recurso terapêutico.
Mas, sabemos que nem todas as pessoas conseguem ter acesso ao computador. Além da questão financeira, que faz com que muitas pessoas fiquem distantes do chamado “mundo virtual”, o computador exige que seu usuário tenha alguns “requisitos” para manuseá-lo. Sem adaptações, precisamos ter visão, muitas vezes audição, coordenação motora, raciocínio...
Dá para imaginar como uma pessoa, por exemplo, que não tenha o movimento dos braços utiliza o computador? E uma pessoa totalmente cega, consegue utilizá-lo? A resposta é sim. E não é complicado como muitas pessoas pensam.
Na tentativa de ajudar algumas pessoas que passam pela dificuldade no acesso ao computador, as alunas Suelen Vieira Silva e Águida Lorena Costa, acadêmicas do 5º período do curso de Terapia Ocupacional da Unipac Lafaiete, criaram uma adaptação chamada de “máscara de teclado ou colméia” e uma “ponteira”.
Vale lembrar que estas adaptações já existem, mas são vendidas a preços que não são acessíveis para muitas pessoas, principalmente porque grande parte destas adaptações são importadas e chegam ao mercado brasileiro com preços muito altos.
Portanto, se você conhece pessoas que possuem dificuldades e gostariam de utilizar o computador, vale à pena consultar com um Terapeuta Ocupacional, formas de adaptações das partes físicas do computador (hardware) e dos programas também (softwares).
Entenda as adaptações criadas por Águida e Suelen:
As adaptações de hardware são aparelhos ou adaptações presentes na parte física do computador, que ampliam a comunicação do usuário com máquina.

- Máscara de teclado ou colméia
Trata-se de uma placa com um furo correspondente a cada tecla do teclado, que é fixada sobre o teclado, a uma pequena distância do mesmo, com a finalidade de evitar que a pessoa com déficits de coordenação motora pressione, involuntariamente, mais de uma tecla ao mesmo tempo. Essa pessoa deverá procurar o furo correspondente à tecla que deseja.
Materiais Utilizados / Custo
Papel Cartão -------------------------------------- R$ 0,50
Técnica de papel marche
1 Rolo de papel higiênico ---------------------- R$ 0,89
3 colheres (sopa) água sanitária ------------- R$ 1,20
3 colheres (sopa) farinha de trigo ------------ R$ 1,69
3 colheres (sopa) cola --------------------------- R$ 0,90
Total ------------------------------------------------- R$ 5,18

Ponteira
É um objeto cilíndrico fixado na mão através de um velcro com a ponta em forma de lápis que acompanha a máscara do teclado, usado para pessoas com déficits de coordenação motora.

Materiais Utilizados / Custo
9 cm cano PVC --------------------------------- R$ 0,90
100g de pó de gesso (Diluído em água)---R$ 1,30
Haste de uma escova de roupa ou velcro-R$ 1,50
1 Lápis com borracha na ponta ------------ R$ 0,15
Total ------------------------------------------------- R$ 3,85
A preços muito baixos, as alunas conseguiram “recriar” adaptações que podem ajudar pessoas com distúrbios de coordenação motora, paralisia cerebral (atetóide – pessoas que apresentam tônus muscular flutuante), pessoas com dificuldades de abstração e concentração e pessoas com dificuldades dos movimentos de pinça.
Gostou, quer saber mais sobre as adaptações? Entre em contato com as acadêmicas pelo e-mail: suelenvsilva@hotmail.com

Tenha uma ótima semana!




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ESPELHO, ESPELHO MEU...






“QUEBRANDO” LIMITAÇÕES




Quando recebi o texto da Professora Mariângela no meu e-mail, me imaginei na mesma cena. Quebrando sem querer um espelho que eu precisasse usar para pentear os cabelos ou fazer minha barba. Comecei a pensar em qual seria minha reação. Mas a conclusão que eu chego, assim como ela, é que sem espelhos ou com espelhos eu posso e consigo viver bem. Assim como sem tantas outras coisas na vida que muitas vezes acabamos “carregando” sem querer (relacionamentos ruins, falta de paciência, limitações, depressões, falta de coragem...). Ah, chega! A vida oferece milhões de oportunidades o tempo todo. Posso escolher usar um “espelho” mas se ele quebrar não vou ficar me lamentando e me cobrando por causa disso. E se o espelho não quebrar, também posso quebrá-lo por vontade própria. São apenas escolhas. Desde que eu saiba que tudo tem um preço e uma conseqüência.
Que tal tentar? Aproveite o carnaval! Quebre os espelhos que te limitam, que te deixam “deficiente” em algum aspecto da vida e você vai entender o que é viver sem limitações.


ESPELHO, ESPELHO MEU!
Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
- Professora

Um belo dia o espelho de meu banheiro se quebrou! Fiquei sem espelho. Minha imagem não via mais. E me dirigi ao espelho de meu quarto para passar um batom. Enquanto passava o batom, comecei a imaginar como os deficientes visuais fazem tudo tão bem, sem verem suas imagens refletidas em um espelho.
Então resolvi não olhar mais no espelho. Retirei o batom e comecei a passá-lo novamente nos lábios. Penteei os cabelos, peguei o secador e comecei a secá-los também sem nenhum espelho. Tive um pouco de dificuldade sim, mas ainda queria mais – fechei meus olhos e continuei na “missão quase impossível” de terminar minha escova.
Comecei a descobrir em mim novos caminhos, novas possibilidades, novas maneiras de aprender - o despertar dos sentidos, a conclusão de que somos capazes. E eu era capaz de fazer tudo isso muito bem, mesmo sem me enxergar. E finalmente, abri meus olhos – pois meu cabelo já estava escovado. Corri até o espelho e me vi exatamente como eu queria ver – bonita, com um batom para alegrar mais um sorriso. Sim, sorri de frente ao espelho para mim mesma – talvez por ter conseguido algo que nunca tivesse imaginado, talvez por ter percebido um pouco do que todo deficiente visual passa. E olha que essa pequena dificuldade sentida por mim foi o mínimo diante de tantas barreiras que eles enfrentam num mundo despreparado a receber as singularidades...
Esta foi uma pequena experiência que um espelho me proporcionou. Como nada é por acaso, fiquei pensando em colocar no papel o que me engrandeceu como ser humano nesta oportunidade rápida e simples.
Espelho, espelho meu, existe alguém mais egoísta do que eu? Porque será que nunca pensei nisso antes? Colocar em minha pele a pele de um deficiente visual, de um paraplégico, de um surdo, mudo, e tantas diversidades que encontramos?
Ah... Nossos sentidos têm que ser testados todos os dias para que tenhamos a chance de compreendermos melhor os outros e percebermos também que somos capazes de tudo, mesmo não estando em nosso poder uma saúde 100% . Porque temos a força infinita do aprender interligada com a luz de Deus. Somos luz infinita, cidadãos, cada qual com sua característica, seus defeitos, suas capacidades, mas estamos vivos! E estar vivo é estar preparado!
Por isso caro leitor, quebre seu espelho de vez em quando. Afinal em cada acontecer há um ensinamento. Aprenda a aprender, recupere seus sentidos, vista outras peles, não irá lhe fazer mal nenhum! Afinal, espelhos são para serem quebrados também!
Quebrar um espelho não resultará em sete anos de azar – mas sim proporcionará a você a graça de um dos ensinamentos de Jesus: Amar seus semelhantes, compreendê-los, admirá-los e respeitá-los tal qual o são. E você, quer experimentar quebrar espelhos?
Quer participar também? Faça como a Professora Mariângela e entre em contato com a Coluna Diversidade:
Todas as semanas aqui no Jornal Nova Gazeta e na internet.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

NATAL DA DIVERSIDADE 2008



A Coluna Diversidade do Jornal Nova Gazeta está completando um ano e para comemorar estamos organizando o NATAL DA DIVERSIDADE.
Estamos recolhendo alimentos não perecíveis que serão doados para a Casa da Acolhida Divina Misericórdia em Conselheiro Lafaiete. Esta instituição não tem fins lucrativos e sobrevive apenas de doações, estando em funcionamento há quatro meses.
Todos os alimentos que forem recolhidos serão entregues no dia 22 de dezembro (segunda, antes do Natal), às 15:00h no endereço: Rua Nossa Senhora de Fátima, 200, Bairro Museu, que é onde funciona a Casa da Acolhida.
É muito importante que você contribua com alimentos e também que participe da entrega, onde você poderá conhecer todo o trabalho que a Casa da Acolhida realiza em nossa cidade.
Quem faz o bem está no bem! Contamos com você!!!
Mais detalhes na Coluna Diversidade do Jornal Nova Gazeta, ou aqui no nosso blog: http://colunadiversidade.blogspot.com/
Participe também do NATAL DA DIVERSIDADE doando alimentos não perecíveis.


Fique atento aos postos de coleta!


Entre em contato: Todas as semanas no Jornal Nova Gazeta e na internet:
E-mail: colunadiversidade@hotmail.com
Carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade.
Telefax: (31) 3763.5774


NOSSO POSTOS DE COLETA DE ALIMENTOS:












SAIBA MAIS SOBRE A CASA DA ACOLHIDA:

A Casa da Acolhida Divina Misericórdia, está em funcionamento na Rua Nossa Senhora de Fátima, 200, no bairro Museu em Conselheiro Lafaiete. Têm com idealizadores o Sr. Cláudio Baêta, a D. Maria Luísa e a D. Geralda. A casa acolhe pessoas que estavam nas ruas de nossa cidade, usuários de álcool e drogas, sem casa, sem lugar onde dormir e onde morar, pessoas "perdidas", andarilhos...
Sobrevivem apenas de doações de pessoas que já conhecem a obra e reconhecem seu valor e sua seriedade.
Lá, as pessoas que são acolhidas recebem uma "nova família", participam de atividades (horta comunitária, orações, ajudam na limpeza, orientações sobre higiene, atendimento psicológico, roupa, alimentos...).
O objetivo é ajudar o próximo, estabelecer convivío com as outras pessoas e quem sabe com a família novamente.
Eles podem fazer mais, mas precisam de nossa ajuda visto que vivem APENAS de doações!




quarta-feira, 12 de novembro de 2008

3a. IDADE





II ENCONTRÃO DA TERCEIRA IDADE EM LAMIM
*Afonso Júnior
Terapeuta Ocupacional


No dia 24 de agosto tive a oportunidade de participar do II Encontrão da Terceira Idade que aconteceu na cidade de Lamim. Estiveram presentes quase 200 pessoas, incluindo grupos da terceira idade das cidades de Alto Rio Doce, Santana dos Montes, Dores do Turvo, Cipotânea e Lamim. Várias atividades foram realizadas: missa, palestras, café da manhã, bingo, almoço, forró e cada grupo preparou uma apresentação (música, poesia, mensagens, dança, teatro...). Cada um mostrando seu talento!
A fisioterapeuta Dra. Danielle Rezende Pereira preparou uma palestra com o tema: “O segredo de um envelhecimento saudável”. Minha participação foi com uma palestra com o tema: “Memória: trago boas notícias!”.
Quero aproveitar para dar os parabéns a cada pessoa que esteve presente, de todas as cidades, especialmente agradecer a todos os que ajudaram a fazer este momento de “inclusão” acontecer. Nossas cidades precisam disto!

Cada cidade levou sua participação no II Encontrão da Terceira Idade.
Momento da palestra: “O segredo de um envelhecimento saudável!”
Prática de alongamento
A Farmacêutica Lívia, a Fisioterapeuta Danielle, o Terapeuta Ocupacional Afonso Júnior e a Psicóloga Jaqueline.
Momento da minha palestra! Memória: trago boas notícias!


Participe também da Coluna Diversidade. Toda semana falando sobre inclusão, acessibilidade e saúde! Entre em contado conosco!
Internet: http://www.colunadiversidade.arteblog.com.br/
E-mail: colunadiversidade@hotmail.com
Carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade.
Telefax: (31) 3763.5774

FALANDO SOBRE INCLUSÃO


QUANDO A INCLUSÃO PREOCUPA...
Afonso Júnior
*Terapeuta Ocupacional
Hoje em dia ficou tão comum falar em inclusão escolar que fico preocupado... Mas como assim, preocupado por causa da inclusão? Sim! Por causa da inclusão! Por que sei que existem muitos por aí que ao menos sabem o que é inclusão e pensam que colocar uma pessoa com necessidades especiais dentro de uma sala de aula de uma escola regular é fazer inclusão!!! Não é e nunca será!
A inclusão precisa ser entendida como um processo que envolve professores, alunos, pais, profissionais da área da educação e da saúde, funcionários da escola, materiais, apoio, adaptações, espaço físico... Um monte de detalhes que precisam ser analisados, pensados e repensados.
Hoje, trago um texto que foi escrito por duas Terapeutas Ocupacionais que outras vezes já apareceram aqui na Coluna Diversidade: Graziele e Talita. No texto que elas escreveram especialmente para a Coluna Diversidade, alguns questionamentos são levantados a respeito desta tão falada “inclusão escolar”. Vale muito à pena ler tudo!

COMO DEVE OCORRER O PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS?
Por: Graziele Carolina de Almeida
Talita Ferreira Gonçalves
Terapeutas Ocupacionais

Na literatura clássica e na história do homem é fácil perceber o pensar discriminatório da sociedade em relação às pessoas com necessidades especiais (PNEs), num contexto onde a sociedade tem observado com maior facilidade os impedimentos e as aparências de cada pessoa ao invés de suas potencialidades.
A pessoa com necessidades especiais (PNE) nem sempre foi valorizada e respeitada. Por isto, durante muitos anos elas foram vistas como vítimas de abandono, rejeição, maus-tratos e até mesmo mutilações (MENDES,2006).
A partir do século XIX a sociedade passou a perceber que a criação de organizações onde a pessoa com necessidades especiais fosse aceita e ingressada possibilitaria não somente um melhor tratamento de seus problemas, mas também reduziria significativamente seus gastos. Dessa forma, as instituições foram se especializando e tornando-se cada vez mais aptas a auxiliarem na inclusão destas pessoas.
A história da inclusão, em geral, foi marcada por movimentos e modelos que, de certa forma, auxiliaram no processo de inclusão. Porém, a realidade da inclusão ainda é marcada por muitas limitações, as quais impedem o desenvolvimento da pessoa com necessidades especiais.
O paradigma da inclusão escolar, representado pelo caleidoscópio, preconiza a inserção incondicional do aluno desde o início de sua trajetória escolar, o qual se efetiva sem a mediação do ensino. Esta ação visa transformar a escola e os ambientes educacionais, promovendo mudanças de atitudes e o convívio natural com as diferenças, como a experiência de formação pessoal e profissional.
De acordo com Mantoan, jamais haverá inclusão se a sociedade se sentir no direito de escolher quais pessoas com necessidades especiais poderão ser incluídos. É preciso que as pessoas falem por si mesmas, pois conhecem as suas expectativas e dificuldades como qualquer cidadão. Mas não basta apenas ouvi-los, é necessário também propor e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de se pensar na própria inclusão.
Por isto, os princípios da inclusão aplicam-se não somente aos alunos com estas limitações ou sob risco, mas a todos os alunos. As questões desafiadoras enfrentadas pelos alunos e pelos educadores nas escolas de hoje não permitem que ninguém se isole e se concentre em uma única necessidade ou em um grupo-alvo de alunos.
A integração passa a ser um processo expontâneo, onde a subjetividade envolve direta e pessoalmente o relacionamento entre os seres humanos. Este modelo é um processo gradual e dinâmico, que pode tomar distintas formas, segundo as habilidades e performances dos alunos. Refere-se ao processo de escolarização, no mesmo grupo de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais ou não, durante um período ou a totalidade de sua permanência na escola (SÁ, 1997).
O princípio da integração consiste na igualdade de direitos, privilégios e deveres tanto quanto na participação ativa e na interação social, em ambientes, o menos restritivo possível, respeitando-se as diferenças individuais.
Integrar significa adaptar-se, acomodar-se, incorporar-se. Não é a melhor palavra porque se presume sempre que se trata da reunião de grupos diferentes. Reflete sempre uma ação da pessoa com necessidades educativas especiais para tentar adaptar-se, incorporar-se. Já a inclusão não. Ela significa envolver, fazer parte, pertencer. Significa trazer para dentro de um conjunto alguém que já faz parte dele (FÁVERO, 1998).
Há alguns anos a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais no âmbito escolar regular era considerada irreal pela maioria das pessoas. Porém, ao ser analisada a inclusão genuína, percebe-se que a inserção de pessoas com necessidades educativas especiais na rede regular de ensino, não consiste em simplesmente inserir estas pessoas nas classes, sem terem apoio de professores, alunos e de uma equipe que auxilie no acompanhamento de seu processo de ensino.
As pessoas com necessidades especiais necessitam de instruções, de instrumentos, de técnicas e de equipamentos especializados que propiciem seu processo de aprendizagem na rede regular de ensino. Todo este apoio deve ser integrado, possibilitando a reestruturação das escolas e das classes. Os apoios existentes neste contexto devem ser centrais e não periféricos, na rede regular de ensino, de forma que o ensino inclusivo possa atingir a todos os alunos, professores e de um modo geral, a sociedade.
A atuação da comunidade na propiciação da educação inclusiva ainda apresenta algumas ações divergentes, as quais prejudicam a inclusão de pessoas com necessidades especiais tanto no âmbito escolar quanto no social. Por isto, observa-se claramente a necessidade da mudança da postura de alguns professores para propiciar este processo. Esta mudança deve se ater às novas formas de especializações, onde o mesmo utilize-se de sua criatividade para propiciar o aprendizado de novas habilidades por parte de seus alunos especiais.
É interessante ressaltar que, o acompanhamento realizado por uma equipe técnica no contexto inclusivo escolar regular, deve objetivar a interação das pessoas com necessidades especiais no âmbito escolar, e também no âmbito social, favorecendo as trocas, e auxiliando o processo de aprendizagem da pessoa com necessidades especiais. Estas intervenções devem ser embasadas em práticas pedagógicas, porém o que se espera realmente com ela não é o aprendizado curricular “normal” estabelecido por diversas escolas, mas sim o estabelecimento de novas práticas, onde as habilidades e potencialidades da pessoa com necessidades educativas especiais sejam usadas como instrumentos para o alcance do aprendizado da mesma.
Não é necessário que a pessoa que apresenta certas limitações ou dificuldades, saía da escola sabendo tudo que uma pessoa considerada normal deve saber, pois até mesmo, algumas vezes, as pessoas ditas normais, apresentam dificuldades que as limitam no processo de aprendizagem, de forma que também não fixam e não utilizam àquilo que foi adquirido.
A educação especial não deve ser vista como um mero ato de inserção de alunos especiais em classes regulares de ensino, mas de interações que possibilitem e estimulem as trocas. Dessa forma sim, o estabelecimento de novos ensinos, através da singularidade dos mesmos, será estabelecido.
Por isso, o desafio comum é estender a inclusão a um número ainda maior de escolas e comunidades, utilizando-se ao mesmo tempo, a forma facilitadora e auxilio da aprendizagem como forma de ajustamento de todos alunos – sejam eles com ou sem necessidades educativas especiais – em um mesmo ambiente.
Você está gostando do nosso espaço? Tem alguma crítica ou elogio? Quer participar também? Entre em contado conosco! Pela internet: http://www.colunadiversidade.arteblog.com.br/ Pelo e-mail: colunadiversidade@hotmail.com Por carta: Redação do Jornal Nova Gazeta: Coluna Diversidade Ou telefax: (31) 3763.577 Estamos esperando seu contato!






RECADO PARA PAIS E PROFESSORES:




VOCÊ ACHA SEU FILHO (OU SEU ALUNO) É PREGUIÇOSO, IRRESPONSÁVEL, DESATENTO OU BAGUNCEIRO? Leia o artigo de hoje!




Afonso Júnior
*Terapeuta Ocupacional




As férias estão indo embora e hoje quero falar um pouco sobre um tema que muito me preocupa: DESATENÇÃO e HIPERATIVIDADE.
Acho este tema preocupante porque muitas crianças crescem sem saber que têm este transtorno (TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) e acabam levando apelidos na escola (tanto dos amiguinhos quanto dos professores) “preguiçoso”, “não faz caso de nada”, “irresponsável”, “burro”, “bagunceiro”, “não aprende nada”. Sem contar que os sintomas crescem junto com a criança e vão afetar suas vidas adultas em todas as suas áreas: na família, no convívio com outras pessoas, no trabalho, no casamento... O grande problema é que existe tratamento para isto, em Lafaiete e ele pode ser gratuito, mas a grande maioria das pessoas não sabem disto.
Hoje, o TDAH na fase adulta atinge de 3% a 7% da população mundial e precisa ser tratado.
Imagine passar a vida inteira sentindo-se inferior por que não consegue planejar nem tomar decisões; é desorganizado, agitado, impulsivo; tem dificuldade de iniciar e concluir tarefas; não consegue conciliar trabalho com estudos, família, lazer... É assim que se sente que tem o TDAH. Lembrando que afeta crianças, adolescentes e adultos de todas as idades, homens e mulheres de todas as etnias e culturas.
Se não tratada, a doença pode trazer vários impactos negativos, atingindo todas as áreas da vida do indivíduo. De acordo com os especialistas, vítimas do transtorno divorciam-se com mais freqüência, não conseguem terminar os estudos, têm mais empregos no mesmo período de tempo, estão mais suscetíveis à depressão, ansiedade, alcoolismo e ao uso de drogas...
Para um indivíduo ser diagnosticado com TDAH, deve apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção (esquecimento de nomes de pessoas, falta de prioridades na vida, desorganização em tarefas consideradas simples, por exemplo) e seis de hiperatividade/impulsividade (dificuldade em relaxar, costume de sobrecarregar-se de compromissos, tendência a comportamentos de risco, entre outros). Estes sintomas são também identificáveis por um teste aplicado por um terapeuta ocupacional.
O tratamento do TDAH é feito basicamente por meio de medicamentos e terapia. E volto a repetir que em Lafaiete ele pode ser feito pelo SUS, ou seja, o usuário do Sistema Único de Saúde – SUS, tem direito a se tratar.
Então, deixo um recado para os pais e professores: se você percebe que seu filho ou aluno, ou até mesmo você, apresenta dificuldade na vida escolar, nos relacionamentos, no trabalho, ou seja, nos ambientes em que convive, me procure! Posso te ajudar! Para o TDAH existe tratamento.

SINTOMAS MAIS COMUNS:




DESATENÇÃO:



tendência a se distrair com facilidade



dificuldades em administrar o tempo, em iniciar e concluir tarefas dificuldades na esfera da organização, do planejamento e da tomada de decisões



incapacidade de conciliar diversas atividades (trabalho, escola, família, lazer)



senso precário de prioridades e de auto-observação



perdas e esquecimentos freqüentes de objetos



tendência a protelar os compromissos



distração no trânsito (predispondo a um maior risco de acidentes)



pouca sociabilidade (esquecem nomes das pessoas, cometem gafes com mais freqüência, dificilmente captam sinais sociais)



HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE:



tendência a procurar atividades agitadas ou estressantes



dificuldade em relaxar



tendência a sobrecarregar-se com vários compromissos



impulsividade (rompem relacionamentos, saem de empregos de forma precipitada, fazem gastos desnecessários)



costume de fazer ou dizer coisas sem pensar



maior predisposição ao uso e dependência de substâncias psicoativas (tabagismo, álcool e outras drogas), com maior risco de desenvolvimento de dependência química



maior exposição a comportamentos de risco.



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Estamos esperando seu contato!

Os remédios fazem parte do tratamento das pessoas com o diagnóstico de TDAH.


A criança muito agitada leva apelidos durante toda a sua vida... Os pais e professores precisam se conscientizar que existe tratamento para o TDAH.


A dificuldade de concentração é um dos primeiros sintomas observados pelos pais e professores.

domingo, 31 de agosto de 2008

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE PARALISIA CEREBRAL



A paralisia cerebral é o nome que se dá a um grupo de problemas motores (relacionados aos movimentos do corpo) que começam bem cedo na vida e são o resultado de lesões do sistema nervoso central ou problemas no desenvolvimento do cérebro antes do nascimento. Algumas crianças com paralisia cerebral também têm desordens de aprendizagem, de visão, de audição e da fala. Embora a lesão específica do cérebro ou os problemas que causam paralisia cerebral não piorem, os problemas motores podem evoluir com o passar do tempo.
Na maioria dos casos de paralisia cerebral, a causa exata é desconhecida. Algumas possibilidades incluem anormalidades no desenvolvimento do cérebro, lesão cerebral do feto causada por baixos níveis de oxigênio ou baixa circulação do sangue, infecção, e trauma. Outras possíveis causas incluem: icterícia grave do recém-nascido, infecções na mãe durante a gravidez, problemas genéticos ou outras doenças que fazem o cérebro desenvolver anormalmente durante a gravidez. A paralisia cerebral também pode acontecer depois do nascimento, como quando há uma infecção do cérebro (encefalite) ou um trauma de crânio.
A paralisia cerebral é a desordem motora mais comum da infância. Acontece em aproximadamente de 1 - 2 para cada 1,000 nascidos vivo, com o risco mais alto entre os bebês prematuros, crianças de baixo-peso-ao-nascimento (menos de 1,5 Kg), e em gravidez complicadas por infecções ou condições que causam problemas com o fluxo de sangue para o útero ou para a placenta.
Os sintomas precoces de paralisia cerebral incluem:
Dificuldade para alimentar — Existe um atraso para o bebê ter coordenação para sugar o peito e para engolir,
Demora no aparecimento dos marcos normais de desenvolvimento motor — Não fazer coisas que seriam esperadas para uma certa idade. Por exemplo, não ter um bom controle da cabeça antes de 3 meses, não rolar o corpo antes de 4 a 5 meses, não sentar sem apoio antes dos 6 meses e não caminhar antes dos 12 a 14 meses.
Baixo tônus muscular (flacidez) ou ter músculos duros (rigidez) — O baixo tônus muscular pode ser notado pela dificuldade em sustentar a cabeça ou manter o tronco firme. A rigidez muscular pode ser reconhecida pela espasticidade (músculos “travados”) das pernas na infância.
Para chegar ao diagnóstico, o médico de seu filho irá colher uma história detalhada, incluindo detalhes do desenvolvimento, da gravidez e do parto, o uso de medicamentos tomados pela mãe, infecções e movimentos fetais. Uma história familiar detalhada, incluindo antecedentes de aborto da mãe e a incidência do problema em outros parentes, também pode ajudar.
O médico de seu filho o examinará e poderá solicitar exames de vista e de audição. Podem ser feitos exames complementares de imagem do cérebro, como o Ultra-Som, a Tomografia Computadorizada (a TC) ou a Imagem de Ressonância Magnética (IRM); um teste de atividade cerebral como o Eletroencefalograma (o EEG); ou exames de sangue e de urina.
Para fazer o diagnóstico específico e escolher um plano de tratamento apropriado, o médico pode consultar outros especialistas, como um neurologista; um cirurgião ortopédico; ou um otorrinolaringologista (médico de ouvido, nariz e garganta).

Para ajudar a prevenir a paralisia cerebral, os médicos encorajam as mulheres grávidas a fazerem acompanhamento pré-natal regular, que começa o mais cedo possível e se estende por toda a gravidez. Porém, como a causa da maioria dos casos de paralisia cerebral não é conhecida, é difícil prevenir. Apesar das significativas melhorias no cuidado obstétrico e neonatal nos anos recentes, a incidência de paralisia cerebral não diminuiu. Serão necessárias mais pesquisas das causas de paralisia cerebral para prevenir estas desordens.
O Tratamento: A maioria das crianças com paralisia cerebral se beneficia da fisioterapia e da terapia ocupacional precoces. Algumas crianças precisam de muletas e apoios para as ajudar a ficar de pé e andar. Algumas podem ter que se submeter a procedimentos cirúrgicos, como liberações de tendão ou cirurgias ortopédicas (especialmente nos quadris). Alguns também precisam de tratamento para reduzir a espasticidade que pode incluir medicamentos tomados via oral, injeções intramusculares ou cirurgia.
Algumas pessoas com paralisia cerebral grave não podem comer e respirar sem broncoaspirar (inspirar coisas que normalmente não deveriam entrar nos pulmões como os alimentos). Estas pessoas podem precisar ser alimentadas através de uma sonda (tubo) inserida pelo nariz (sonda) ou através da pele (gastrostomia) até o estômago; ou podem precisar respirar por uma abertura cirúrgica pequena no pescoço (traqueostomia).
O acompanhamento adequado da paralisia cerebral exige uma equipe de especialistas que ajude a maximizar e coordenar os movimentos, minimizar o desconforto e dor, e prevenir as complicações a longo prazo. Esta equipe poderá incluir, além do neurologista, um ortopedista; um (a) fisioterapeuta, um (a) fonoaudiólogo (a), um (a) psicólogo e um (a) terapeuta ocupacional. Além disso, assistentes sociais podem prover apoio às famílias e podem ajudar a identificar alguma privação de recursos da comunidade. Contate um profissional se seu filho demonstrar um tônus muscular anormal, fraqueza muscular, movimentos anormais do corpo ou se não estiver desenvolvendo suas habilidades motoras normais próprias da idade.
A paralisia cerebral geralmente é uma condição de longa duração (crônica), mas em geral não piora. Algumas crianças são severamente afetadas e têm dificuldades para o resto da vida. Outros podem ter sintomas leves de paralisia cerebral durante a infância, mas depois desenvolvem tônus muscular normal e habilidades motoras. Embora estas crianças possam continuar tendo reflexos tendinosos profundos anormais, elas podem não experimentar problemas significativos no movimento em suas vidas diárias. Por isso é importante sempre procurar profissionais bem qualificados para o tratamento.

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CRÉDITO ESPECIAL PARA NECESSIDADES ESPECIAIS





Por: Afonso Júnior
*Terapeuta Ocupacional


Todos nós já sabemos que hoje fica parado em casa quem quer. Existem milhões de profissionais que desenvolvem todos os mais variados tipos de equipamentos e adaptações que ajudam as pessoas com necessidades especiais em tudo em suas vidas.
Hoje em dia é possível adquirir no mercado desde uma simples escova de dente adaptada até as mais “mirabolantes” cadeiras-de-rodas, daquelas que têm motor, sobe degraus de escadas, andam quase que sozinhas.
O grande problema de tudo isso é o acesso a esses produtos. No dia-a-dia da clínica me deparo com pacientes que precisam, por exemplo, usar órteses de um material chamado termoplástico. É um material importado e muito caro para a realidade de vários pacientes que além da órtese ainda precisam pagar as sessões de reabilitação e os medicamentos, quando utilizam.
Geralmente são produtos caros porque são desenvolvidos por profissionais da área da saúde (especialmente Terapeutas Ocupacionais) e que precisam ser feitos especialmente para cada paciente. Isso quer dizer que uma cadeira-de-rodas que tenha um encosto de cabeça pode não ser indicada para qualquer tipo de pessoa que necessite de uma cadeira. Cada um tem suas próprias limitações e suas próprias dificuldades, por isso cada um precisa de determinada adaptação.
E é muito triste saber que existe o produto no mercado, saber que existe a pessoa que precisa, o profissional que faz e desenvolve, mas o dinheiro (como sempre) falta.
Então, como fazer para que todas as pessoas que realmente precisam sejam capazes de adquirir esses equipamentos que facilitam a vida do deficiente, do cuidador e da família?
A Caixa Econômica Federal lançou a pouco tempo uma linha de crédito especial para as pessoas que possuem necessidades especiais.
É um programa chamado “Viver Sem Limites” que está ajudando e dando oportunidade para as pessoas com necessidades especiais comprarem os equipamentos que necessitam para sua melhor independência no dia-a-dia.
O crédito especial da Caixa Econômica serve para comprar por exemplo:
- cadeira de rodas;
- cadeira para banho;
- aparelho auditivo;
- telefone especial;
- impressora em braile;
- softwares especiais;
- elevador residencial;
- camas motorizadas;
- inaladores;
- calculadora especial;
- relógios em braile;
- relógios falados;
- teclado especial;
- adaptação de veículos;
- e vários outros equipamentos.
É necessário ser aprovado na avaliação de risco de crédito da Caixa Econômica para ter acesso ao financiamento de qualquer equipamento.
Segundo o site da Caixa, (http://www.caixa.gov.br/), para adquirir o financiamento é necessário seguir três passos:
1 – Informar sobre o financiamento (procurar a agência para tirar as dúvidas antes de contratar o serviço)
2 – Escolher o equipamento, bem ou serviço (procurar o estabelecimento comercial de sua preferência e escolher o equipamento, bem ou serviço que deseja adquirir. Para ter acesso ao financiamento não é necessário comprovar a necessidades especial, pois o equipamento, bem ou serviço, pode ser destinado a terceiros).
3 – Levar o Cupom Fiscal até a Caixa (A concessão do financiamento é feita mediante a apresentação da Nota Fiscal ou do Cupom Fiscal emitido pelo estabelecimento comercial, referente à aquisição do equipamento, bem ou serviço.)
Com este crédito, ganha a família que pode ficar mais tranqüila na aquisição dos equipamentos (que são caros), ganha o profissional que pode desenvolver e conseguir vender seus equipamentos, mas ganha, principalmente os portadores de necessidades especiais que podem usufruir e realmente procurar “viver sem limites”.
A Caixa disponibiliza dois telefones para contato: o Disque Caixa: 0800 726-0101 / Atendimento para pessoas com deficiência auditiva 0800 726-2492. Ou no site: http://www.caixa.gov.br/
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Cadeiras para banho e outros equipamentos agora podem ser adquiridas pelo crédito da Caixa Econômica Federal.
Além de milhões de outros equipamentos, bens e serviços, as pessoas com necessidades especiais também podem adquirir aparelhos auditivos.