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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cuide da Terra, cuide de VOCÊ!




Semana passada publiquei um artigo que falava do Pronto Socorro. Quero aproveitar para agradecer cada pessoa que teve o interesse de chegar, de mandar e-mails, de me contar outros acontecimentos... Não é o meu propósito, tornar a Coluna Diversidade um local apenas de denúncias. Claro, elas acontecem conforme presencio, mas quero mesmo é falar de saúde, de acessibilidade, bem-estar, inclusão social e tudo o que for ligado a novidades que nos ajudem termos uma melhor qualidade de vida. Acho que estes assuntos, como os que ouvi de algumas pessoas, sobre saúde e profissionais, deveriam ir para a página policial. Não é lá o local onde lemos reportagens sobre várias crueldades, fatalidades? Acho que as fotos de muita gente deveriam ser publicadas lá.
Bom, mas falando em qualidade de vida, hoje trago um texto da Educadora Ambiental Mariângela. Sempre presente aqui no nosso espaço, Mariângela hoje nos presenteou contando a história da Sra. Gonçalina que desenvolve um trabalho muito legal e que quero fazer parte. O texto é uma homenagem pela passagem do dia 5, dia do Meio Ambiente. Lembre-se: cuidar do ambiente externo (casa, planeta), alivia, conforta e gera saúde no ambiente interno (corpo e mente).

A CONTABILIDADE DAS SEMENTES
Mariângela de Lourdes Coutinho Souza Silva
Educadora Ambiental


Escreva uma carta. Aliás, várias cartas, assim, escrevendo-as florestará o mundo!
Sim, as cartas também florirão um dia, assim como desabrocharão em seu ser! Parece algo de louco, inconstante, mas não é.
Você já ouviu falar da Sra. Gonçalina Aparecida de Oliveira? Pois é a ela que rendi minha homenagem no dia 5 de junho - Dia do meio Ambiente! A ela bato palmas verdes, pois é esta mulher que trabalha com contabilidade, e que também trabalha para a natureza - recebe e envia sementes de árvores em extinção para transformar nosso Planeta em um lugar mais verde, mais harmonioso!
Gonçalina criou em 1993 o Clube Infantil Ipê-Amarelo, onde recebia e mandava sementes de árvores em extinção. E como boas ideias nunca deixam de crescer, esse elo com a mãe natureza e Gonçalina não terminou nem se acabará jamais, pois esta mulher é incansável no desejo de ver este mundo melhor! Crê na vontade (que será realidade daqui a um tempo) tempo que lhe for mais enviado por Deus, (essa hora certa que só Deus comanda para nós), em fundar um horto florestal e criar um documento que impeça qualquer pessoa de derrubar o que ali foi cultivado.
Fiquei pensando muito em Gonçalina e com um desejo enorme de conhecê-la pessoalmente, de mandá-la muitas sementes, de dizer a todos os meus alunos que mandem sementes a ela também, que façam do correio um educandário de preservação à natureza, que façam das cartas sonhos realizados.
Está na hora de mais que mandarmos sementes, sermos sementes! Óvulos fertilizantes de homens do bem, que ao caírem sobre a terra emanem a vida pela VIDA!
Óvulos que farão nascer espécies semelhantes sempre em prol de um mundo feliz - mundo este bem verde, com muita água, muitos animais, flores, cascatas, rios, ar puro e homens que não coloquem suas vontades em primeiro lugar, esquecendo-se de que para ser feliz e adquirir o que de melhor merecemos sempre tem que estar em primeiro lugar o bem estar do próximo!
Amar a natureza! Levantar bandeiras é muito bom, fazer blitz também, mas melhor ainda é fazer! Acontecer! Assim como nossa protetora Gonçalina que acontece! Produz um mundo melhor!
Você aí, que ainda não aconteceu, ainda dá tempo! Mande sementes, receba-as também, mas plante-as! Em qualquer lugar do mundo há sempre um chão aflito querendo que seja depositado ali sementes... Este é o grito da Terra para você: - Plante em mim!
Para isso, basta enviar cartas para este endereço: Caixa postal 46002 - São Paulo - SP, CEP: 04046-970.
Assim como ela, faça um mundo mais verde, busque este mundo, aconteça no mundo! A diferença está em cada um. E este um, é claro que é VOCÊ!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS OU PESSOAS ESPECIAIS? O QUE USAR?



Há algum tempo fui convidado para fazer uma palestra aqui em nossa cidade e nos slides acabei escrevendo o termo “pessoas com deficiências”... Na platéia estavam professores, profissionais da área da saúde e universitários... Não preciso falar que fui criticado por este termo. Me disseram que isso seria um estigma e que este termo não existia mais. Tudo bem... Apenas re-editei os slides durante a própria apresentação e escrevi: “pessoas com necessidades especiais”.
Hoje, visitando o blog Mão na Roda do Eduardo Câmara (http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/), li um texto que me fez pensar naquele dia da palestra...
O texto é de autoria da Bianca Marotta, que no próprio blog assim se define: “Andante, há pouco tempo namorando um cadeirante e aprendendo a ver o mundo com um novo olhar”. Dêem uma olhada:


Suuuuper Especial
Bianca Marotta – 16-12/2008 – 15:07


Nunca fui fã do termo “pessoas com necessidades especiais”, muito menos de “pessoas especiais” (que acho ainda pior). Ambos me passam a impressão de discriminação e preconceito. Em relação ao primeiro deles, entendo que todas as pessoas do mundo tenham algum tipo de necessidade especial, por isso ele não deve ser aplicado apenas àqueles que tem algum tipo de deficiência física ou mental. Os diabéticos precisam de insulina, algumas pessoas que passam por algum tipo de intervenção cirúrgica, como a retirada da tireóide ou do útero, necessitam repor hormônios para o resto da vida. Muitos deprimidos tomam prozac, aqueles que não sabem fazer contas de cabeça, usam uma calculadora e as pessoas com deficiência física precisam de uma rampa ou elevador para subir alguns andares. Percebem?
O segundo termo me irrita ainda mais. “Pessoas especiais”. Juro! Antes mesmo de começar a namorar o Dado, eu já não gostava de usá-lo, nem de ouvi-lo. Acho hipócrita, ridículo até. Dizer que uma pessoa com deficiência física ou mental é especial, carrega uma forte característica de exclusão e preconceito. Catei a palavra no iDicionário Aulete e tive a certeza de que não estava enganada. Vejam:
especial 1. Que não é geral, mas específico, particular: Recebeu instruções especiais para a missão.
2. Que é exclusivo para uma pessoa ou um grupo de pessoas.
3. Que é próprio de uma espécie: ônibus especial da empresa.
4. Que tem aplicação específica; ESPECÍFICO; PECULIAR.
5. Que é fora do comum: produto especial para diabéticos.
Etc etc etc...
Pois é. Nunca achei esse termo simpático. Parece-me que as pessoas que o usam, sentem uma mistura de culpa, pena e constrangimento, e acham que chamar as pessoas com deficiência de especiais, ameniza essa sensação. Gente, não é preciso esconder nada! Quanto mais a gente acoberta a deficiência de alguém com neologismos que tentam amenizar as diferenças, mais a gente contribui com a discriminação e menos a gente se aproxima de uma sociedade igualitária.
E pra estar certa de que não iria dizer nenhuma besteira, dei uma pesquisada na internet, antes de escrever este texto. Pra minha sorte e alegria encontrei um texto excelente, escrito em 2005 por Romeu Kazumi Sassaki, que explica a origem e a evolução de todos os termos utilizados até hoje para denominar as pessoas com deficiência. Sua conclusão, por sinal, era a que eu imaginava: as próprias pessoas com deficiência preferem e querem ser chamadas assim. E ponto final!

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Então... Confusos? Que termos deveríamos usar: pessoas portadoras de necessidades especiais, pessoas especiais ou pessoas com deficiências? Difícil, né?
O que devemos fazer é nunca esquecermos que antes de qualquer termo usado, neste caso, para designar sempre a mesma coisa, existe a palavra que designa o mais importante: PESSOA (essa sim, um ser, portador de sentimentos, de vontades, de questões psicológicas, fisiológicas e sociais). Afinal, como questionou Bianca, quem de nós não possui alguma deficiência?
Ah, aproveite este finalzinho de férias e faça uma visita ao Blog Mão na Roda! Tenho certeza que você vai passar bons momentos na internet, ler coisas boas e aprender muito também! Segue o link: http://oglobo.globo.com/blogs/maonaroda/


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